Leia João 12:1-8
O relato de um
Culto a Jesus... Em um ambiente familiar se oferece um banquete em sua honra.
Um ambiente de celebração... de festa. Mas alguém dentre os presentes não
estava feliz. Alguém não entrou na celebração festiva. Esse alguém era Judas.
Seu coração estava tomado de ira/inveja/ciúme. É como se você estivesse aqui no
Culto, mas em vez de elevar alegres louvores a Deus/se alegrar na presença de
Deus e dos irmãos, estar tomado de ira/tomado de raiva. A Palavra nos alerta, mais de uma vez, quanto
aos males desse sentimento. Pois, foi pela ira que Moisés cometeu
assassinado(Êxodo 2,11ss). Mesmo que você foi prejudicado por alguém, tenha fé
e saiba que Deus pode restituir. Não restituiu? Não tem problema, pois tendo ou
não restituição, Deus ira te abençoar. Deus é contigo. Deus é fiel para com
aqueles que se consagram a Ele. A pouco a Palavra de Deus vinha a nós dizendo
que Ele está operando sempre coisas novas e maravilhosas a nosso favor. Mas não
se ire/não fique guardando mágoa/rancor. Diz a Palavra em Efésios 4,26 “irai-vos, e não
pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Mais adiante no verso 27
concluí: “não deis lugar ao diabo”.
Estar tomado de raiva é estar sendo dominado pelo diabo. Não devemos deixar a
ira tomar nosso coração como fez com Judas e destruí-lo. Devemos sim nos encher
de Deus e de sua Paz.
Seguindo no texto, vemos Jesus advertir a
Judas na sua fala e atitude, e Jesus sabia que era uma fala falsa. E nessa
advertência ouvimos uma frase que gerou muitas polêmicas por aí: “Pobres vocês sempre terão convosco”:
Frase que muitas vezes é mal interpretada. Mas a primeira coisa que ela nos
ensina, no contexto que foi proferida por Jesus, é lembrar do mandamento
bíblico que Deus esta acima de todas as coisas. É n’Ele que deve estar
nosso foco. Elevar Culto a Ele deve ser o centro de nossa vida. Em segundo
lugar, é um convite para olharmos seriamente para a condição de “ser pobre”.
Ser pobre é algo ruim? É castigo de Deus por algum pecado cometido? Não.
Absolutamente não! Vejamos alguns personagens bíblicos: Abraão e Salomão, conforme
as referencias da Palavra, pessoas de muitas posses, poderíamos assim dizer,
pessoas que eram ricas. Agora, olhemos para Jesus. Nasceu em algum palácio?
Numa família rica? Não!!! Nasceu em uma estrebaria, e em uma família bastante
humilde, que vivia do sustento de seu trabalho; Olhemos também para os
apóstolos, em sua grande maioria pescadores e cobradores de impostos, ou seja,
pessoas simples da sociedade. Isso lhes fez menos especiais perante Deus, ou
seriam eles vítimas do castigo pelo pecado? Não. É uma lógica que não.
O
apóstolo Paulo falando da realidade dos apóstolos e dos membros das primeiras
comunidades nos afirma: “Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são
muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres
que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir
as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as
fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que
não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante
ele” (I Coríntios 1.26-29).
Aliás,
teve um jovem que Jesus encontrou e ao qual fez o mesmo convite que fez aos
doze, “vem e segue-me”, (Mateus 19,16-22) o qual era muito rico, mas que não
pode aceitar o convite, pelo fato de seu coração ser apegado ou estar focado na
riqueza. Muitas pessoas acabam destruindo suas vidas pelo seu apego as coisas
deste mundo. Judas é um exemplo disso. Mas temos outras pessoas entre nós que
fazem a mesma coisa, e muitas vezes não são ricas, mas seu coração está focado
no ter, seu coração está focado nas coisas deste mundo(dinheiro, vícios,
prazeres, o orgulho, opinião formada, etc etc). Diz a Palavra: “onde esta teu tesouro aí também está teu
coração” (Mateus 6,21). Cuidado com isso!!!
Na
vida cristã tem a prática do voto de pobreza, segundo um site de uma comunidade
religiosa: “esta pobreza evangélica consiste no abandono voluntário das
riquezas e dos bens exteriores deste mundo com o fim de procurar unicamente a
Deus. É, em palavras de São Jerônimo, “seguir nu a Cristo nu”. Mas a perfeição
da pobreza evangélica não reside simplesmente na mera carência de riquezas ou
bens materiais (pobreza efetiva), senão no desprendimento e desapego voluntário
das mesmas (pobreza afetiva): Tudo eu considero perda, pela
excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por Ele, eu perdi tudo
e tudo eu tenho como lixo, para ganhar a Cristo e ser achado nele.” (Filipenses 3,8).
A questão que vem a mim e
vem a você através deste evangelho: onde esta meu coração? O que está ocupando
lugar de destaque em minha vida?
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