domingo, 27 de março de 2016

CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA!!!

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” 
(João 3,16)
 

Este tem sido nosso credo... o verso bíblico enfatizado nessa semana santa. Esse é o resumo, o significado e o valor de todos os acontecimentos que envolveram a vida de Jesus que dão sentido a celebração da semana santa. Celebramos o amor de Deus por nós. Amor incondicional, pois como nos diz a Palavra: “Deus comprova seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido em nosso benefício quando ainda andávamos no pecado(Romanos 5,8).
Nada pode nos separar do amor de Deus por nós. O pecado tinha esse poder, e nada do que eu ou você pudéssemos fazer com forças próprias poderia mudar isso, e como resultado ou conseqüência do pecado vinha a morte eterna, mas Deus se faz um de nós na pessoa de Jesus Cristo e assume o nosso lugar e faz aquilo que era impossível para mim e para você. Ele paga a dívida de pecado. Hoje temos a possibilidade do perdão, da remissão dos pecados e acesso a Salvação por causa do grande amor de Deus por nós. Por isso declaramos nossa fé: “Deus amou...
Podemos dizer que a Semana Santa é a celebração de baixos e altos na vida de Jesus. Vamos entender o porque dessa afirmação. Iniciamos a semana com a lembrança da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Celebramos a Ceia Judaico/Cristã lembrando a última ceia de Jesus com seus discípulos, trazendo a nossa memória o que Deus fez em favor de seu povo, ao resgatá-los da escravidão egípcia. Na sexta-feira lembramos a paixão e morte do Senhor: “ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados”(Isaías 53,5). Hoje estamos aqui para celebrar a ressurreição de Cristo, a vitória de Cristo sobre a morte. Agora podemos compreender a afirmação inicial: no domingo da paixão um ponto alto na vida de Jesus, aclamado e acolhido como Rei... sexta-feira traído, negado(por seus amigos), julgado, condenado injustamente, e morto... o mal tem o seu momento de glória(vitória), mas ao terceiro dia Jesus ressuscita obtendo a vitória por excelência. Assim fica claro que Ele morreu para que por seu sangue fossemos libertados da morte que é conseqüência de nosso pecado, desce a mansão dos mortos para nos resgatar de lá. Vence a morte, obtém vitória.
Do sofrimento, da humilhação, da dor e da morte, veio a vitória, a alegria, a vida, a salvação. Por isso, que o apóstolo Paulo vai afirmar escrevendo para seu amigo e companheiro de missão Timóteo: “Tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna. Palavra fiel é esta: que, se morremos com ele, também com ele viveremos. Se sofremos, também com ele reinaremos, se o negarmos ele também nos negará” (2 Timóteo 2,10-12). Em meio ao sofrimento Paulo se gloria, pois foi lhe concedida a graça de participar dos sofrimentos de Cristo. Em meio aos sofrimentos Paulo não fica triste, desanimado, desiludido, pois ele sabia que em Cristo estava a sua vitória. Assim como Cristo permaneceu fiel a Deus, o Pai, obtendo vitória e glória, nós também, se permanecermos fieis, se perseverarmos na fé, independente do que estivermos enfrentando, em Deus, através de Cristo, obteremos vitória também. Pois, Deus nos ama e “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”(Romanos 8,28).
Falando em amor... voltemo-nos para uma bela definição de amor ou a um cântico ao amor que nos é relatado em I Coríntios 13 “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;  tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba” E se a gente substituísse a palavra amor por Jesus. Essa também deve ser a nossa busca como discípulos do Senhor Jesus. A frase fica perfeita, pois em Jesus temos a demonstração perfeita ou definição perfeita do que é amor. Imaginemos estarmos substituindo a palavra amor por nosso nome... Será que combinaria conosco? Será que seria uma definição do que somos?
Permanecemos com a essa definição em mente e nos voltemos a uma afirmação do Revdo. Jonh Stott: “Se você quer uma definição de amor, não vá ao dicionário, vá ao calvário”. Já refletimos em vários momentos celebrativos aqui na igreja durante essa semana santa sobre a definição de amor, encontrada no calvário, na pessoa de Jesus Cristo. Nele temos a definição de amor perfeita. “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”(João 15,13). Agora podemos dar o passo seguinte. Disse Jesus: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (João 15,14). Mas o que Jesus nos manda fazer, ou o que Ele espera de nós: “Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15,12). Ou em outras palavras: “Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz” (João 13,15). Nada impossível de se fazer, pois Jesus nos ensina o caminho, a forma de se fazer. No batismo nos tornamos discípulos do Senhor Jesus, e ser discípulo é ser um seguidor do Mestre, em palavras e exemplos, poderíamos também dizer, que é ser um imitador. O Apóstolo Paulo escreve aos coríntios e os desafia: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Coríntios 11,1). Paulo se considera um discípulo que buscava de todas as formas e com todas as forças imitar, ou seja, seguir o Mestre Jesus, o qual o chamou e o resgatou, e com seu exemplo desafia seus amigos, sua comunidade a seguir esse mesmo caminho, ser imitador de Cristo.
Deus prova o seu amor por nós ao Cristo se entregar na cruz para nos salvar da morte eterna. Fazer por nós o que era impossível para nós. O que eu e você estamos fazendo para demonstrarmos nossa gratidão por esse amor de Deus por nós? Cristo nos deu o exemplo sigamos seus passos. Saiamos daqui, vivendo a Páscoa onde quer que estejamos. Jesus no acontecimento da Páscoa nos resgata para vida, e nos chama/convoca a resgatarmos aqueles que estiverem ao nosso entorno para a vida.

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