Na mensagem anterior falamos a respeito das profecias de Isaías a respeito do Servo do Senhor, uma clara alusão a Jesus Cristo. Voltemo-nos agora ao Evangelho da Paixão, e o relato que confirma as profecias. Lucas
22 especialmente os versos 14-26.
LEIA LUCAS 22:14-26
Observemos São momentos muito delicados na vida de Jesus, até agora Ele tinha pregado o
Evangelho de arrependimento, chamando o povo ao Senhor Deus a uma nova vida; Tinha saciado a
fome e a sede que o povo tinha de ouvir de Deus, de ouvir os preceitos de Deus;
tinha consolado e confortado aos que andavam tristes; tinha curado enfermos;
trouxe pessoas mortas a vida; abençoado e restaurado vidas!!! Mas Ele sabia
que o momento decisivo, momento para o qual Ele veio de junto do Pai, estava
próximo. Vinha pela frente muito sofrimento/dor/vinha a morte e morte de
cruz. Mas em nenhum momento Jesus demonstra que tinha vontade de abandonar a
missão que lhe tinha sido confiada pelo Pai, pelo contrário, sempre demonstra
estar firme e obediente, mesmo em meio aos sofrimentos, pois Ele sabia que o
Pai estava junto o guiando e o nutrindo.
Como
um dos últimos atos, reúne seus discípulos, todos fazem parte da mesa,
inclusive o traidor. Deixa com seus seguidores uma forma com que eles poderiam
sempre lembrar do seu Mestre, a celebração da Ceia. É assim que Jesus queria ser lembrado: como
alguém que oferece seu corpo e sangue(sua vida) em resgate de pessoas que não
mereciam, pois nada tinham feito para demonstrarem arrependimento/demonstrarem
que mereciam. Jesus dá a vida em nosso resgate, em resgate de pessoas pecadoras.
É
interessante ver como os apóstolos se comportam no contexto, tiremos um pouco
de sua culpa pelo fato de não saberem o que aconteceria com Jesus, mas ao
ouvirem que alguém dentre eles iria trair Jesus começam uma discussão para
saber quem seria esse traidor. Logo adiante surge outra discussão, quem dentre
eles seria o mais importante. Jesus diz “este
é meu corpo que é oferecido por vós... este é o cálice da nova aliança no meu
sangue derramado em favor de vós” e o detalhe que estavam ali celebrando
uma ceia judaica, não são estas as palavras que se dizia na ceia judaica e
ninguém pergunta por que Jesus estava falando isso. Eles começam a discutir
sobre quem era o mais importante. Com certeza muito desafiador para Jesus, um
momento de dor! Sabia que dentre seus amigos, que conviveram com Ele três anos,
um o trairia, outro o negaria, e que eles não prestaram atenção em suas
palavras. É como eu perguntar depois do culto sobre o que foi pregado e ninguém
se lembrar de nada. Ou pregarmos aqui sobre consolar/amar ao próximo e você
sair daqui, ou ainda aqui no templo, sair ofendendo/provocando
contenda/machucando seus irmãos. Isso acontece toda vez que tiramos o foco da
Palavra de Deus, deixamos de buscar a Deus e colocamos coisas no lugar de d’Ele
ou compramos brigas/confusão por besteira; somos capazes de dar risada de
alguém que está vindo para a igreja com a Bíblia, fazemos fofoca, ofendemos,
etc etc, ou seja, agindo como as pessoas do mundo(lembremos de Israel que agia
pior que os povos q não o conheciam).
Olhemos
para nosso Mestre e Senhor. Nosso foco deve estar no Senhor Jesus. Um proceder
fiel a Deus, o Pai; um agir consolador em favor daqueles que sofrem; anunciando
a Palavra de vida; um agir firme contra as ciladas do diabo(do mal); mesmo em
meio as dificuldades e tribulações cabeça sempre erguida, sabendo que o Senhor
está junto, lutando com. Muito paciente. Seguro nas suas palavras. Palavras de
vida, nunca de ofensa. Este foi o proceder, este foi o jeito de ser e agir de
Jesus, o Servo de Deus, este deve ser o proceder, o jeito de ser e agir de
todos aqueles que seguem a Jesus como seu Senhor. O Senhor Jesus nos alerta e
conforta: “no mundo, passais por
aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”(Jo 16,33). Este deve ser o
foco e a certeza que da sentido a nossa vida e ao nosso agir. Sigamos firmes
nos passos de Jesus, nosso Mestre, Ele não nos permite retroceder, tenhamos
vida n’Ele e por Ele.
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