segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

"IGREJA CORPO"



Vamos ler - Marcos 6:7-13

Tendo em mente o texto proposto destacamos a capacitação que Jesus lhes deu: autoridade sobre espíritos imundos(poder do mal); pedindo que nada levassem consigo(para não os prender ou tirar a tenção, seu foco era anunciar o evangelho, trazer cura e libertação as pessoas); eles pregavam o arrependimento diante dos pecados(pois todos pecamos e carecemos da redenção, essa é uma ênfase desse período quaresmal, que estamos vivendo, pois é vontade de Deus que todos cheguem ao arrependimento e alcancem a salvação); eles também expeliam demônios e curavam doentes(ou seja, restauravam vidas).
Queremos fazer um destaque em especial desse texto: Jesus os envia dois a dois... poderíamos nos perguntar: não seria melhor Jesus ter enviado os doze individualmente? Não alcançariam mais gente? Mais lugares? Essa pode ser uma percepção nossa, humana, mas Deus não vê assim. Lembremos da Palavra que vem a nós através do livro de Eclesiastes: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho(o resultado do trabalho será melhor). Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante...E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa(cordão de três dobras, uma alusão clara ao agir de Deus, que está sempre junto de seus filhos”(Eclesiastes 4:9-12). Versos usados em preleções de jantar ou encontro de casais, mas podem servir também como base para o contexto que o evangelho nos propõe: o viver a missão.

Logo adiante temos o relato do retorno dos discípulos dessa missão que Jesus lhes confiou, vamos ler - (Marcos 6: 30-34)
Os discípulos voltam contentes pelo sucesso de sua missão, mas voltam cansados, segundo o texto “não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham”. A jornada tinha sido cansativa e Jesus sabia disso, por essa razão lhes convidou para um lugar a parte para que pudessem repousar um pouco. Mas a sede/fome, em outras palavras, a necessidade era tanta do povo, que eles deram um jeito de localizar a Jesus e os apóstolos e foram ao seu encontro. Jesus vendo-os, “compadeceu-se deles por que eram como ovelhas sem pastor e passou a ensinar-lhes muitas coisas”. A sua fome e sede não era de comida, eles não tinham falta de dinheiro, ou coisas do tipo, mas estavam sedentos/famintos da Palavra de Vida/da Palavra de Deus.
Como Igreja, discípulos de Cristo, somos chamados a andarmos como comunidade, unidos, nos fortalecendo e nos animando. Não somos mais uma instituição, ou apenas uma instituição, somos CORPO DE CRISTO, e não o somos por nada, Deus tem uma missão/um propósito  para nós como congregação. Deus tem um propósito para mim e para você amado irmão, amada irmã. Não estamos sozinhos, podemos e devemos caminhar como comunidade/família. Sozinhos ou isolados não conseguiremos ir muito longe. E para mim, só não avançamos mais, só não crescemos mais, quando esquecermos os preceitos de Deus, deixando eles de lado e quem sabe enfatizando projetos pessoais, dando se ênfase ao eu e deixando de lado a ênfase na comunidade, que é da vontade de Deus.
O viver em comunidade, e um processo de busca de consagração e edificação mútua, sempre abertos e atentos ao agir do Espírito Santo de Deus o qual nos cuida, nos guia, nos conforta e nosso capacita, ou nos repreende, nos corrigi, para que possamos avançar e crescer em direção a Deus. Lembremos de parte do nosso hino da Paróquia da Redenção: "avante sigamos que nosso Senhor jamais nos permite retroceder". Sempre avante, em direção ao Senhor. Transformados por Ele em discipuladores, ganhadores de almas, cooperadores do evangelho.
Quando escreveu sua carta à igreja em Éfeso, Paulo disse que ... “ele mesmo [o Senhor] concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. (Efésios 4.11,12). Temos diferentes dons, talentos e nosso jeito de ser é diferente, mas assim fomos constituídos pelo Senhor para nos edificarmos mutuamente.


Paulo em outro momento fala de seu desejo de servir: “Porque muito desejo ver-nos, afim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha. (Romanos 1,11-12). Paulo como apóstolo poderia falar do seu desejo de ir até a comunidade de Roma para ensinar, para instruir a igreja, mas não era essa sua motivação de querer ir ao encontro de seus irmão na fé, deixando claro que precisava da companhia dos irmãos para que mutuamente se confortassem pela fé mútua. Precisamos uns dos outros, e assim nos tornamos mais fortes.

Precisamos estar firmados no Senhor e andar como irmãos e irmãs na fé, unidos na causa do Evangelho, firmemente anunciando a libertação, anunciando vida. Fazendo isso como comunidade, como discípulos do Senhor, sabendo que Ele é conosco!!!

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