segunda-feira, 4 de junho de 2018

A IGREJA QUE ESTAMOS CONSTRUINDO...

“Nada a acrescentar..nada a retirar"!!! Cremos que a Sagrada Escritura do Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus... esta é a fé da Igreja Anglicana Santa Semente!!!


sábado, 2 de junho de 2018

COMUNICADO OFICIAL


IGREJA ANGLICANA NO BRASIL


Quem somos, com quem comungamos, no que cremos
Ontem foi um dia infame para a história do cristianismo bíblico e histórico no Brasil. E justamente no dia em que celebramos a chegada e estabelecimento do anglicanismo no nosso país, que aqui chegou na bagagem de dois jovens missionários norte-americanos, Lucien Lee Kinsolving e James Watson Morris, em 1º de junho de 1890. Jovens cheios de sonhos e fiéis ao evangelismo anglicano, de visão missionária e confessional.
Nesta mesma data, 128 anos depois, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil mudou a sua forma litúrgica e canônica para afirmar que o casamento, nessa denominação, não se faz apenas entre um homem e uma mulher, mas entre quaisquer duas pessoas, independentemente do gênero de cada uma delas. Em poucas palavras, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil declarou sua aprovação ao casamento homoafetivo.
Como Bispo Primaz da Província da Igreja Anglicana no Brasil e diante deste fato lamentável, pesa sobre mim, e sobre os demais bispos de nossa igreja, para evitar qualquer mal-entendido, a responsabilidade e a necessidade de deixar claro nosso posicionamento contrário a tal decisão, bem como de esclarecer quem somos, com quem comungamos e no que cremos.
Quem somos?
A igreja Anglicana no Brasil é uma igreja de tradição anglicana, que nasce a partir das comunidades, pastores e pastoras que foram excomungadas da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em 2005, por estarem em desacordo com essa denominação no que diz respeito à normalidade da prática homossexual e a ordenação de pessoas dela praticantes ao sagrado ministério pastoral. À época, o então Bispo Diocesano, Robinson Cavalcanti, liderou sua diocese na direção de conscientemente concordar em obedecer à Resolução 1.10 da Conferência de Lambeth de 1998 (Conferência de todos os bispos anglicanos do globo que ocorre a cada dez anos), onde se lê:
RESOLUÇAO 1.10 – Sexualidade Humana Esta Conferência:
a) recomenda à igreja o relatório da subseção sobre sexualidade humana;
d) ao mesmo tempo em que rejeita a prática homossexual como incompatível com as Escrituras, solicita a todas as pessoas que auxiliem, de maneira sensível e pastoral, todas as pessoas, independente de sua orientação sexual, escondem o medo irracional aos homossexuais, a violência no casamento e toda banalização e comercialização do sexo;
e) não pode recomendar a legitimidade ou a bênção de uniões do mesmo sexo, nem ordenar aqueles que estão envolvidos em uniões do mesmo gênero;
f) solicita aos Bispos Primazes e ao Conselho Consultivo Anglicano que estabeleçam meios para monitorar o trabalho realizado sobre a sexualidade humana na Comunhão Anglicana e compartilhar informes e recursos entre nós;
Acatamos essa resolução na íntegra, e rompemos relações com todas as Províncias, dioceses, paróquias, clérigos e instituições que decidiram seguir pelo caminho oposto.
Depois disso, durante 14 anos a Diocese Anglicana do Recife funcionou como uma diocese sem uma Província a que filiar-se. Em 2008, centenas de bispos anglicanos evangélicos e fiéis às Escrituras se negaram a ir à Conferência de Lambeth porque o arcebispo da Cantuária não tomou nenhuma atitude quanto a sagração de um bispo norte-americano (Gene Robinson) homossexual praticante e então vivendo maritalmente com um parceiro. Ao invés disso, decidiu-se pela organização da 1ª Conferência Global sobre o Futuro do Anglicanismo (GAFCON), que mais tarde veio a se tornar um movimento que hoje envolve as principais províncias da Comunhão Anglicana. Hoje, o GAFCON é a Fraternidade de Confessantes Anglicanos e engloba 10 Províncias Anglicanas espalhadas pelo mundo. Ainda como diocese, fomos reconhecidos como legítima igreja anglicana pela maioria da membresia da Comunhão Anglicana.
Em 12 de Maio deste ano de 2018, devido ao crescimento da nossa Igreja no Brasil, tivemos o privilégio de formar a Província da Igreja Anglicana no Brasil, com 3 dioceses, 74 clérigos (as) e 54 comunidades. Imediatamente, fomos reconhecidos e recebidos no Movimento Sul Global, também parte da Comunhão Anglicana.
A Igreja Anglicana no Brasil não é reconhecida pela Sé da Cantuária como parte da Comunhão Anglicana “oficial”. Existem diferentes corpos eclesiásticos de tradição anglicana e nós entendemos que para ser anglicano não se faz necessária tal filiação. A bem da verdade, e de acordo com a tendência teológica da Cantuária, teremos de discutir uma eventual futura filiação com toda a igreja. De qualquer forma, atualmente, somos uma Província Anglicana reconhecida pela maioria da Comunhão Anglicana.
Com quem Comungamos?
Comungamos, dentro do mundo Anglicano, com diferentes províncias e nos relacionamos com Províncias, Dioceses, Paróquias e clérigos em todo mundo. Nos relacionamos, somos reconhecidos e estamos do mesmo lado dos anglicanos históricos, somos herdeiros do pensamento de anglicanos como John Wesley, C.S. Lewis, J. Stott, somos parceiros na missão de homens como Michael Green, J.A Packer, Alister Mc Grath, N.T. Wright, Christopher Wright e outros.
Mantemos estreito relacionamento com ministérios e líderes evangélicos em volta do globo. No Brasil, também somos parte da Rede Inspire, que envolve aproximadamente 400 igrejas de diferentes denominações, além de manter estreito relacionamento com as principais igrejas evangélicas do País. Comungamos com toda e qualquer igreja que creia nas Sagradas Escrituras do Novo e do Antigo Testamento como sendo a Palavra viva de Deus.
No que cremos?
A Igreja Anglicana no Brasil, inicialmente, crê nas Sagradas Escrituras do Novo e do Antigo testamento como inspirada Palavra de Deus, e a temos como regra de fé e prática, de acordo com o artigo VI dos 39 artigos da Declaração de Fé da Reforma Inglesa.
Acreditamos que Escrituras contém todas as coisas necessárias para a salvação, de modo que tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de Fé ou julgado como exigido ou necessário para a salvação. E por Escrituras Sagradas entendemos os Livros canônicos do Antigo e do Novo Testamento, de cuja autoridade jamais houve qualquer dúvida na Igreja.
Acatamos os 39 artigos de religião, mola mestra da reforma inglesa
Cremos na salvação pessoal pela graça e mediante a fé, intermediada exclusivamente por Jesus Cristo como único e suficiente salvador.
Cremos na Ressurreição do corpo e na vida eterna
Cremos na necessidade da conversão pessoal para a obtenção da vida eterna com Deus
Cremos em uma igreja histórica, missionária e contemporânea
Cremos que o matrimônio é um estado sagrado, vivido, necessariamente, entre um homem e uma mulher, e o que vá além disso consideramos “anátema”
Relação com a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Desde 2005, não temos nenhum tipo de relacionamento com essa instituição religiosa, pelos motivos acima citados e por entendermos que ela se afastou tanto das Sagradas Escrituras quanto dos formulários e decisões da Comunhão Anglicana.
Para os que desejarem conhecer mais um pouco sobre nossa Igreja e nossos relacionamentos, seguem links que podem esclarecer ainda mais essa realidade.
Por fim, queremos dizer que Somos Anglicanos, Somos evangélicos, Somos Bíblicos, Somos conservadores, Somos tudo aquilo que A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, nos direciona a ser.
Recife, 02 de Junho de 2018
Miguel Uchôa Cavalcanti
Bispo Primaz da Igreja Anglicana no Brasil
Diocesano de Recife
Márcio Simões
Bispo da Diocese de Vitória PE
Márcio Meira
Bispo da Diocese de João Pessoa PB
Flavio Adair
Bispo Auxiliar de Recife
Evilásio Tenório
Bispo Auxiliar de Recife
Links para esclarecimentos:
GAFCON – FCA
Blog de Miguel Uchoa
American Anglican Council
Premier Site Ingles de notícias cristãs
Anglican InK
file:///C:/Users/Miguel/Dropbox/Miguel%20Uchoa%20installed%20as%20first%20primate%20of%20the%20Anglican%20Church%20of%20Brazil%20_%20Anglican%20Ink%202018%20%C2%A9.htm

sexta-feira, 1 de junho de 2018

DECLARAÇÃO DE JERUSALÉM

A declaração de Jerusalém é um dos documentos que a Igreja Anglicana Santa Semente tem como base de sua doutrina... em poucas palavras temos a reafirmação de nossa doutrina e fé!!!

...
“Em nome de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo: Nós, os participantes na Conferência sobre o Futuro Global do Anglicanismo, nos reunimos na terra do nascimento de Jesus. Expressamos nossa lealdade como discípulos do Rei dos reis, o Senhor Jesus. Prazerosamente, abraçamos a sua ordem de proclamar a realidade do seu Reino, que foi primeiramente anunciado nessa terra. O Evangelho do reino é a boa nova de salvação, libertação e transformação para todos. À luz do que acima afirmamos, concordamos em elaborar conjuntamente um caminho para o futuro, que promova e proteja o Evangelho bíblico e a missão para o mundo, solenemente declarando os seguintes princípios de ortodoxia que fundamentam a nossa identidade anglicana:
1. Regozijamo-nos no Evangelho de Deus através do qual temos sido salvos pela graça mediante a fé em Jesus Cristo, pelo poder do Espírito Santo. Porque Deus nos amou primeiro, nós amamos, e, como crentes, evidenciamos frutos do amor, arrependimento, viva esperança e gratidão a Deus em todas as coisas;
2. Cremos que as Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a Palavra de Deus escrita, e contém todas as coisas necessárias para a salvação. A Bíblia é para ser traduzida, lida, pregada, ensinada e obedecida em seu sentido pleno e canônico, levando em conta a leitura histórica e consensual da Igreja;
3. Afirmamos os quatro Concílios Ecumênicos e os três Credos Históricos, como expressando a regra de fé da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica;
4. Afirmamos os Trinta e Nove Artigos de Religião como contendo a verdadeira doutrina da Igreja, de acordo com a Palavra de Deus, e como autoritativa para os anglicanos hoje;
5. Prazerosamente, proclamamos e nos submetemos ao senhorio único e universal do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, o único Salvador da humanidade do pecado, do juízo e do inferno, que viveu a vida que nós não podemos viver, e que morreu a morte que nós merecíamos. Por sua morte redentora e gloriosa ressurreição, Ele assegurou a redenção a todos que a Ele se chegam em arrependimento e fé;
6. Regozijamo-nos em nossa herança sacramental e litúrgica como uma expressão do Evangelho, e afirmamos o Livro de Oração Comum de 1662 como um padrão verdadeiro e autoritativo de adoração e oração, a ser traduzido e localmente adaptado para cada cultura;
7. Reconhecemos que Deus tem chamado e outorgado dons aos Bispos, Presbíteros e Diáconos em sucessão histórica, para equipar todo o povo de Deus para o seu ministério no mundo. Afirmamos o clássico Ordinal Anglicano como um padrão autoritativo para as Ordens clericais;
8. Reconhecemos a criação por Deus da humanidade como macho e fêmea, e o padrão imutável do casamento cristão entre homem e mulher como o lugar apropriado para a intimidade sexual e a base da família. Arrependemo-nos por nossas falhas em manter esse padrão, e conclamamos uma renovação do compromisso de fidelidade duradoura no casamento e de abstinência para os em celibato;
9. Alegremente aceitamos a Grande Comissão do Senhor ressuscitado de fazer discípulos de todas as nações, de buscar aqueles que não conhecem a Cristo, e batizar, ensinar e conduzir os novos crentes à maturidade;
10. Estamos conscientes de nossa responsabilidade de sermos bons mordomos da criação de Deus, de sustentar e advogar justiça na sociedade, e de buscar alívio e empoderamento para os pobres e necessitados;
11. Comprometemo-nos com a unidade de todos aqueles que conhecem e amam a Cristo, e a construirmos autênticos relacionamentos ecumênicos. Reconhecemos as Ordens e Jurisdições daqueles anglicanos que sustentam a fé e a prática ortodoxas, e os encorajamos a se unir a nós nessa Declaração;
12. Celebramos a diversidade dada por Deus entre nós, a qual enriquece a nossa fraternidade global e reconhecemos a liberdade em assuntos secundários. Comprometemo-nos em trabalhar juntos para buscar a mente de Cristo sobre temas que nos dividem;
13. Rejeitamos a autoridade daquelas igrejas e líderes que têm negado a fé ortodoxa por palavras e atos. Oramos por eles, e os chamamos ao arrependimento e ao retorno ao Senhor;
14. Regozijam-nos com a perspectiva do retorno de Jesus em glória, e enquanto esperamos esse evento final da História, nós o louvamos pela maneira como Ele edificou a Igreja através do Espírito Santo, pela mudança miraculosa de vidas.”