Em uma maratona, no ano de 2012 um atleta espanhol percebeu
que seu oponente se distraiu e não usou desse fato para ocupar o primeiro
lugar, e sim reduziu o ritmo permitindo que este alcançasse a medalha. Ao ser
entrevistado, o atleta que fez este gesto é questionado pela repórter: “por que
você fez o que fez? Prontamente responde: “fiz o que?” Sim, não entende a
pergunta pois não fez nada de extraordinário, ele fez o que era certo, os
valores que este atleta possuía faziam com que essa pergunta não tivesse
sentido. Quando a repórter explica sua pergunta, insistindo na questão, “por
que você deixou ele ganhar?”. Ele responde: “eu não deixei ele ganhar, ele iria
ganhar”. A repórter diz: “mas ele estava distraído”. “Então se eu ganhasse desse modo, qual seria o
mérito da minha vitória? O que que eu iria pensar de mim mesmo? Qual seria a
honra da minha vitória? Qual seria a dignidade do meu sucesso?” e finaliza com
algo marcante: “Se eu fizesse isso o que eu iria falar para minha mãe?”. A mãe
do atleta... a culpada!! A partir desta história chegamos a personagem central
deste dia... o dia é das mães. Como comunidade, como igreja queremos elevar
neste dia nosso louvor pela vida, exemplo, dedicação...elevar louvores e ações
de graças a Deus pelas nossas mamães. Essas pessoas tão especiais na vida de
maioria de nós.
E
a partir da história que iniciamos essa pregação queremos falar sobre a
importância e centralidade do papel de uma mãe na vida da sociedade. A Palavra
vem a nós em Provérbios 22.6 nos seguintes termos: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for
velho, não se desviará dele”. O termo “ensina”, sugere a questão de ensinar
e também de dedicar. Dedicar tempo, dedicar a vida. O papel de uma mãe é
central na vida de um filho, e lamentavelmente pela correria de nosso tempo,
muitas mães não tem mais tempo para dedicar para seus filhos, por conseqüência
vemos uma sociedade sem valores, sem respeito, sem ética... Mães, pais aqui
presentes, não permitamos que a correria do dia dia, a preocupação com o
sustento da casa ou a busca pelo sucesso profissional, tire de vocês algo que é
muito mais preciso do que o sustento material, muito mais precioso do que o
conforto ou a herança que vocês poderão deixar para vossos filhos, a vossa presença é fundamental e
central na vida de seus filhos. Presença como alicerces, como guias, como
aqueles que ensinam o caminho que seus filhos devem seguir, caminhos do bem, se
for o caso repreendam, pois a Deus nos diz: “Eu repreende e disciplino a quantos
amo” (Apocalipse 3,19). Sim! Pois qual é o pai ou a mãe que por amar um filho e
desejar o melhor para ele, não irá repreende-lo em meio a erros. É uma atitude
de amor. Fazendo isso, eles vão até precisar estudar e arrumar trabalho para se
sustentar, quem sabe não terão uma herança tão gorda para herdarem, mas terão
valores que carregarão consigo, que darão sentido as suas vidas, e mesmo eles
sendo velhos, não se desviarão desse caminho, por vós ensinado.